ANTROPOMORFISMO MUSICAL: A UTOPIA ANIMISTA NO CANTO E NA DANÇA DE ANIMAIS, PLANTAS E OBJETOS COTIDIANOS NA PRODUÇÃO DOS ESTÚDIOS DISNEY

Fabiano Pereira de Souza

Resumo


Dez anos depois do primeiro longa-metragem considerado sonoro, O cantor de jazz (The jazz singer, EUA, 1927), de Alan Crosland, outra produção pioneira marcou a história da animação musical. Branca de Neve e os 7 anões (Snow White and the seven dwarfs, EUA, 1937), dos estúdios Disney. Assinado por uma equipe supervisionada por David Hand e formada por mais cinco diretores de sequências, o filme tornou-se o primeiro longa-metragem sonoro de animação em Hollywood. Ele dava início a um formato de sucesso, enquanto coroava uma série de curtas-metragens da série Silly Symphony (1929-1939), com que a empresa estabelecera seu nome e personagens como o camundongo Mickey no imaginário popular. Sem a imagem – nem a voz – de astros e estrelas conhecidos do cinema, maior atração dos musicais com atores reais, o gênero mantinha a sincronia de movimento e som, mas se distanciava de qualquer realismo visual. A aparição de animais e até objetos antropomórficos  falando, cantando e dançando nessas produções surpreende pela liberdade e a criatividade expressiva. O objetivo deste artigo é apresentar um retrospecto histórico e teórico desta característica particular nos musicais de animação

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