O FAZENDEIRO DO AR: RASCUNHOS DO HOMEM POR TRÁS DO POETA

Gabriel Philippini Ferreira Borges da Silva, Eduardo Tulio Baggio

Resumo


Em meio a diversificada e prolífica trajetória de David Neves, um dos principais críticos-cineastas envolvidos na formulação do Cinema Novo Brasileiro, podemos destacar os pouco vistos e analisados curtas-metragens documentais dirigidos pelo cineasta. Afeito ao espírito observador e mais dedicado a ver do que ser visto, Neves realizou uma série de documentários onde constrói uma proposta de contato com a realidade a partir do particular e, rejeitando o levantamento detalhado ou o panorama geral, atenta-se às impressões do cotidiano. Forte exemplo disso é Literatura Nacional Contemporânea (1972-1976, dir: David Neves e Fernando Sabino), série de curtas-metragens documentais co-dirigida por Neves em parceria com Fernando Sabino, onde os cineastas dedicam-se ao encontro com importantes ícones da literatura nacional, partindo sempre de suas rotinas e mundos particulares. Neste artigo, buscamos compreender como essa busca pelo cotidiano se dá em um episódio específico da série: O Fazendeiro do Ar (1974, dir: David Neves e Fernando Sabino). Por meio da análise fílmica do curta-metragem e partindo de textos críticos e depoimentos deixados por David Neves, o presente texto busca o contato com o filme a partir da busca pelo desvelamento do ícone e o encontro dos cineastas com o homem comum em seu cotidiano.

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