A ÉTICA DA IMAGEM NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
O FIM DA VERDADE DOCUMENTAL?
Resumo
O presente artigo investiga a crise da veracidade na imagem cinematográfica contemporânea diante da emergência das tecnologias de Inteligência Artificial (IA) generativa. Partindo da ontologia da imagem fotográfica de André Bazin, analisa-se como a transição da captura de luz para a síntese algorítmica rompe o elo de indexicalidade que historicamente legitimou o cinema documental. Discute-se o fenômeno dos deepfakes e a necessidade de uma nova ética do olhar, onde a autenticidade da obra deixa de residir no suporte técnico para se alojar na responsabilidade curatorial do cineasta.
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2026-04-11
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NOTAS E COMUNICAÇÕES
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