O FASCISMO VESTE CAPA? A SEDUÇÃO DA ORDEM E A TIRANIA DOS SUPER-HERÓIS NA CULTURA POP
Resumo
Este artigo investiga as representações do fascismo e do autoritarismo na cultura pop contemporânea, analisando como narrativas audiovisuais podem simultaneamente criticar e estetizar regimes de exceção. Fundamentado nos conceitos de "Fascismo Eterno" (Umberto Eco) e na teoria da recepção e "Codificação/Decodificação" (Stuart Hall), o ensaio examina a ambivalência presente em obras como Star Wars, The Boys, Ataque dos Titãs e Esse Mundo Não Vai Me Derrubar. A discussão aborda a sedução estética da ordem, o paradoxo do heroísmo autoritário e o fenômeno da apropriação de vilões ficcionais por movimentos extremistas reais. Conclui-se que, na era da convergência midiática, a cultura de massa atua como um campo de disputa ideológica, onde o medo da liberdade é frequentemente instrumentalizado, exigindo literacia crítica para impedir a banalização do totalitarismo sob a forma de entretenimento.
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