A A IMAGEM COMO PENSAMENTO E PARTILHA

ENTRE O MÁGICO E O POLÍTICO NOS CURTAS DE CECILIA MANGINI

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Resumo

Este artigo propõe uma leitura de cinco curtas-metragens documentais de Cecilia Mangini à luz das reflexões filosóficas de Emmanuel Alloa, Jean-Luc Nancy e Marie-José Mondzain, reunidas na coletânea Pensar a imagem (2015). Parte-se da ideia de que a imagem não se reduz à representação do real, mas constitui um campo de pensamento e de relação. Ao examinar filmes como Stendalì – Suonano ancora (1960), Maria e i giorni (1960), La canta delle marane (1962), Essere Donne (1965) e Brindisi ’65 (1966), obras que combinam denúncia, ritual e estilo híbrido, investiga-se como Mangini articula a dimensão poética e política, o registro e a reconstrução, os sujeitos marginalizados e a estetização do cotidiano. A partir das categorias de pensatividade (Alloa), méthexis (Nancy) e proveniência/destinação (Mondzain), argumenta-se que a imagem em Mangini opera como forma de restituição simbólica e ética do olhar, participando ativamente de processos de memória, poder e visibilidade.

 

Palavras-chave: Cecilia Mangini; imagem; política; ética do olhar; documentário italiano; méthexis.

 

Biografia do Autor

  • Carla Margareth Ferreira Ribeiro, Universidade Federal de Juiz de Fora

    Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens (PPGACL) do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Possui graduação em Letras, pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), é bacharela em Artes e Design, pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e bacharela em Cinema e Audiovisual, pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

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Publicado

2026-04-11