LÉSBICAS E CINEMA: COMO A 7ª ARTE CONSTRÓI AS RELAÇÕES HOMOAFETIVAS ENTRE MULHERES

Mailly Miani Nomura de Oliveira, Luis Gustavo da Conceição Galego

Resumo


O presente trabalho teve como objetivo analisar semióticamente três obras cinematográficas, de diferentes nacionalidades, com a temática homossexualidade feminina e verificar como as personagens eram retratadas. O primeiro filme analisado foi o espanhol Um Quarto em Roma (Habitación en Roma), lançado em 2010, após, o brasileiro Flores Raras lançado em 2013 e por último o francês Azul é a cor mais quente (La vie d'Adèlle) também lançado em 2013. Houve a escolha das cenas que retratavam o relacionamento homossexual feminino. Após, com as cenas escolhidas, foi realizado a decupagem das cenas. Com as informações obtidas foram analisados diferentes aspectos encontrados nas cenas, como o uso das cores, a construção das personagens, como era o relacionamento delas com suas parceiras, famílias e quando fosse representado, seus amigos. Com os dados coletados, abordamos como a homossexualidade feminina é retratada pelo cinema e se há ou não o uso de algum estereótipo na construção do enredo, obtendo dados que apontam a falta de mulheres em cargos de direção em obras cinematográficas, ainda há alguns preconceitos no momento de retratar a personagem homossexual, porém, há a abordagem que envolve os relacionamentos homossexuais como sendo muito parecido com os relacionamentos heterossexuais, tendo seus inícios, conturbados ou não, seus desenvolvimentos e podendo ter ou não seus finais, movidos por conflitos pessoais ou até mesmo traições. 

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